Ação cumpriu oito mandados judiciais contra grupo criminoso acusado de tráfico, extorsão e ataques a câmeras de segurança; suspeita conhecida como "Medusa" segue procurada.
A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso desencadeou a Operação Nêmesis R.C. para desarticular a liderança de uma organização criminosa que atua no município de Ribeirão Cascalheira e região. A ofensiva resultou na expedição de oito mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e buscas e apreensões, com o objetivo de frear atividades ilícitas que afetavam a segurança e a economia local. A principal chefe do esquema, identificada como Daiana de Lourdes Ferreira, conhecida pelo apelido de "Medusa", conseguiu escapar do cerco policial e é considerada foragida.
O inquérito revelou que a facção possuía uma hierarquia bem definida, divisão de tarefas e atuava em diversas frentes para manter o domínio sobre o território. Além de gerenciar o tráfico de drogas e realizar cobranças ilícitas e intimidações contra o comércio local, o grupo monitorava o trabalho policial e destruía intencionalmente as câmeras públicas de videomonitoramento da cidade. O vandalismo aos equipamentos de segurança visava criar pontos cegos para facilitar a aplicação dos chamados "salves" (sessões de tortura física ditadas pelo grupo contra moradores). A desarticulação começou a ganhar forma no dia 7 de agosto de 2026, quando a primeira prisão foi efetivada com o apoio operacional da Polícia Militar.
A estratégia de comunicação dos criminosos também foi interceptada e decodificada pela inteligência policial. Os integrantes utilizavam aplicativos de mensagens para coordenar as ações e camuflavam os grupos no WhatsApp usando nomes de grandes redes varejistas seguidos da sigla da cidade, a exemplo de "Gazin R.C.", "Lotérica R.C." e "Mercado Livre R.C.". Esse padrão inspirou o nome da operação, que uniu a sigla territorial à figura mitológica grega Nêmesis, símbolo da justiça implacável e da resposta estatal contra a transgressão da ordem.