O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) passou a cobrar maior participação do governo federal no combate ao tráfico na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. A cobrança ocorre quatro anos depois da prisão de Nilton Borges Borgato, ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo Mauro Mendes, período em que Pivetta era vice-governador.
Borgato foi preso pela Polícia Federal em abril de 2022, durante a Operação Descobrimento. Segundo as investigações, ele atuava na intermediação entre fornecedores de cocaína, responsáveis pelo transporte e destinatários da droga na Europa. O processo envolveu uma tentativa de enviar 685,19 quilos de cocaína para Portugal em um jato executivo.
Em julho deste ano, o ex-secretário foi condenado a 8 anos e 8 meses por tráfico internacional de drogas. A Justiça posteriormente considerou o período em que ele permaneceu preso e submetido a medidas cautelares, alterando o regime inicial para o semiaberto e permitindo que recorresse em liberdade.
Nestas eleições, Pivetta afirma que Mato Grosso precisa de maior presença da União nos cerca de 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia. “Eu pretendo conversar com o governo federal para que o governo federal assuma essa responsabilidade”, afirmou. Em outra declaração, disse que a União “deveria cuidar e não cuida” da fronteira.
Pivetta também afirmou que pretende discutir diretamente o assunto com o presidente da República que estiver no cargo. Ao ser questionado sobre uma eventual reeleição de Lula, declarou: “Eu vou respeitar o presidente da República que estiver lá e vou discutir a fronteira do Brasil. A segurança pública do meu Estado. O meu partido é Mato Grosso”.
Borgato ocupou o primeiro escalão estadual a partir de 2019, quando Mauro Mendes assumiu o governo e Pivetta a vice-governadoria.
Eleições 2026
Pivetta teve ex-secretário preso por tráfico internacional e agora quer ajuda de Lula na fronteira
FOTO: Divulgação
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