O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT) divulgou um posicionamento nesta segunda-feira (21) para esclarecer a população e a imprensa sobre os fatores que, segundo a entidade, têm provocado a elevação dos preços dos combustíveis no estado.
De acordo com o sindicato, o setor vem enfrentando, ao longo de setembro, impactos relacionados ao cenário macroeconômico nacional e internacional. Entre os fatores citados estão a alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar na região Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo, que pressionariam os custos do etanol.
A entidade também aponta o aumento do percentual obrigatório de etanol na composição da gasolina e a redução das importações de óleo diesel como fatores que estariam contribuindo para dificuldades no abastecimento.
Segundo o Sindipetróleo-MT, os postos revendedores de Mato Grosso vêm recebendo sucessivos reajustes das distribuidoras. No caso do diesel, o sindicato afirma que também foram registrados episódios de contingenciamento de pedidos, situação que, conforme a entidade, pode comprometer o abastecimento regular em determinadas regiões.
Sindicato critica uso político da alta dos combustíveis
No comunicado, o Sindipetróleo-MT também criticou candidatos a cargos eletivos que têm utilizado a alta dos combustíveis durante o período eleitoral para cobrar investigações e fiscalizações direcionadas aos postos.
Sem citar nomes, a entidade classificou essa postura como uma tentativa de responsabilizar o comércio varejista pelos preços praticados na cadeia de combustíveis.
O sindicato afirma que os postos não são responsáveis pela formação dos preços, mas atuam no repasse dos custos definidos nas etapas anteriores da cadeia, que envolvem usinas, refinarias, importadores e distribuidoras.
Segundo a entidade, os aumentos praticados pelas distribuidoras acabam pressionando as margens de lucro dos revendedores.
Sindipetróleo defende fiscalização em toda a cadeia
Apesar das críticas, o Sindipetróleo-MT afirmou que não é contrário à fiscalização do setor e defendeu o cumprimento da legislação.
A entidade, porém, cobra que eventuais apurações sejam realizadas de forma ampla e alcancem todos os segmentos envolvidos na cadeia de produção, importação, distribuição e comercialização dos combustíveis.
Para o sindicato, concentrar as fiscalizações exclusivamente nos postos pode transferir ao comércio varejista a responsabilidade por problemas que, segundo a entidade, estão relacionados a diferentes etapas da cadeia.
O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que continuará atuando na defesa dos revendedores de combustíveis de Mato Grosso e na busca por maior transparência no mercado.
Com informações do Sindipetróleo-MT
Economia
Sindipetróleo-MT rebate críticas e afirma que postos não são responsáveis pela alta dos combustíveis
FOTO: Assesoria
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