O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) reagiu à divulgação de um novo áudio atribuído ao deputado federal e adversário José Medeiros (PL), colocando em dúvida o alinhamento político do liberal com o chamado "bolsonarismo raiz" em Mato Grosso. Segundo Galvan, caso a gravação seja confirmada como autêntica, o conteúdo demonstra falta de identificação de Medeiros com a própria base eleitoral. "Se comprovados esses áudios atribuídos ao candidato ao Senado José Medeiros, isso só comprova que ele não é direita bolsonarista de verdade", disparou Galvan.

A gravação começou a circular nesta terça-feira (22).

Nela, uma voz atribuída a Medeiros afirma que os eleitores bolsonaristas "oram para alienígenas e bebem detergente". O áudio teria sido enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Galvan afirmou que a fala demonstra desrespeito ao eleitorado que Medeiros busca representar. "Eu jamais falaria dessa maneira dos nossos eleitores. Defendo Deus, pátria, família e respeito aqueles que sempre estiveram conosco. Se essa fala for realmente dele, cada eleitor bolsonarista terá condições de tirar suas próprias conclusões", afirmou ao site Folha de Mato Grosso.

A disputa pela identificação com o eleitorado bolsonarista já vinha sendo explorada por outros candidatos ao Senado. Em debate recente, Carlos Fávaro (PSD) cobrou "coerência" de Medeiros ao citar episódios de sua trajetória política durante o governo Michel Temer (MDB) e a indicação de Alexandre de Moraes ao STF.

Galvan também aproveitou o episódio para reforçar seu posicionamento político e se apresentar como representante do eleitorado conservador. "Bolsonarista raiz, que defende Deus, pátria, família e respeita os nossos eleitores, sou eu. Não vou mudar meu discurso dependendo de com quem estou conversando e jamais vou ridicularizar quem acredita nas mesmas pautas que eu defendo", declarou.

Em outro áudio, também encaminhado a Chico Mendes, Medeiros afirmou que não fazia ataques institucionais ao STF e disse ter orientado sua equipe de marketing a retirar menções à Corte de materiais de campanha. Na ocasião, Medeiros confirmou que a conversa era verdadeira, embora tenha mantido críticas ao ministro Alexandre de Moraes.

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