A manhã desta segunda-feira (05) pós-eleições foi marcada por um balanço direto e otimista na residência de Fernando Gorgen em Querência (MT). Após conquistar mais de 40 mil votos nas urnas, o candidato pelo Podemos consolidou-se como o mais bem votado da região e garantiu a primeira suplência de seu partido para a Câmara dos Deputados. O resultado inédito para o Vale do Araguaia reacendeu as discussões sobre a possível ascensão de Gorgen a uma cadeira efetiva no Congresso Nacional.
Durante a coletiva de imprensa, o foco recaiu sobre a movimentação política que pode levar Gorgen a Brasília. A principal articulação envolveria o retorno do Coronel César Augusto de Camargo Roveri (Podemos) ao comando da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT). Roveri ocupou a pasta durante a gestão de Mauro Mendes e é aliado de Otaviano Pivetta. Questionado sobre a possibilidade de assumir a vaga caso esse cenário se confirme e sobre seu relacionamento com a cúpula do governo, Gorgen foi pragmático. “Meu acesso ao governador Otaviano Pivetta sempre foi muito bom. Foi um grande parceiro do município de Querência e do Vale do Araguaia”, afirmou. Gorgen confirmou que houve conversas prévias dentro do partido, incluindo diálogos com o ex-ministro Neri Geller, estabelecendo que, caso um dos eleitos assumisse alguma secretaria de Estado, a vaga na Câmara seria cedida ao primeiro suplente. “O governador vai precisar de governabilidade, e o Podemos, que fez deputados, terá seu peso no governo. Se alguém assume qualquer secretaria, o primeiro suplente pode assumir. Seria muito bom para o Araguaia ter, pela primeira vez, um deputado federal”, projetou o candidato.
Divisão de forças e críticas à fragmentação
Apesar da votação histórica, Gorgen não poupou críticas à fragmentação política que impediu a eleição direta de um representante local. Ele lamentou que muitos prefeitos da região não tenham apoiado sua candidatura, preferindo direcionar votos a deputados de fora que detêm o controle de emendas e recursos. “[...]enquanto as pessoas forem de fora para cuidar do Araguaia, o Araguaia sempre ficará em segundo ou terceiro plano. Primeiro eles cuidam da base deles, quando sobra tempo e dinheiro, olham para nós”, declarou.
Gorgen também apontou o lançamento de candidaturas concorrentes dentro do próprio Vale do Araguaia como um fator decisivo para a perda da vaga direta. Mencionando os mais de 30 mil votos recebidos por Juliana Kolankiewicz (Republicanos), ele avaliou que essa divisão prejudicou a representatividade da região. “Tirou a oportunidade do Araguaia ter um (deputado) federal. Isso é notório. Com 6 mil votos a mais, eu já seria o primeiro do Podemos. Água Boa carrega esse peso de ser culpada por não termos um deputado federal eleito hoje”, afirmou, referindo-se à base eleitoral de Kolankiewicz.
Desafios regionais e o futuro
Ao percorrer a região durante 177 dias de campanha, Gorgen destacou que as carências infraestruturais do Vale do Araguaia são mais profundas do que imaginava. Ele citou gargalos crônicos como o descaso com as rodovias BR-158, MT-242 e MT-080, além de problemas básicos enfrentados por municípios vizinhos, como a falta de água em Santa Cruz e Vila Rica, a deficiência energética em Gaúcha do Norte e a urgência por leitos de alta complexidade em Barra do Garças e Confresa.
“As demandas são maiores do que eu pensava. O Araguaia precisa muito dessa força política para captar recursos federais. O saneamento de Querência, por exemplo, é uma obra de mais de 400 milhões, município nenhum dá conta sem o Governo Federal”, enfatizou.
Sobre seu futuro político e uma eventual candidatura a um cargo municipal em 2028, Gorgen foi taxativo. “Não foi com esse objetivo que fui candidato. Minha intenção não foi promover meu nome para ser prefeito, mas sim ajudar o Vale do Araguaia como deputado federal. Sinto o dever cumprido por ter dado aos eleitores a oportunidade de ter um nome experiente para representá-los”, concluiu, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento logístico e industrial da região, que já começa a atrair grandes empresas, como a usina de etanol FS Bioenergia.
Durante a coletiva de imprensa, o foco recaiu sobre a movimentação política que pode levar Gorgen a Brasília. A principal articulação envolveria o retorno do Coronel César Augusto de Camargo Roveri (Podemos) ao comando da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT). Roveri ocupou a pasta durante a gestão de Mauro Mendes e é aliado de Otaviano Pivetta. Questionado sobre a possibilidade de assumir a vaga caso esse cenário se confirme e sobre seu relacionamento com a cúpula do governo, Gorgen foi pragmático. “Meu acesso ao governador Otaviano Pivetta sempre foi muito bom. Foi um grande parceiro do município de Querência e do Vale do Araguaia”, afirmou. Gorgen confirmou que houve conversas prévias dentro do partido, incluindo diálogos com o ex-ministro Neri Geller, estabelecendo que, caso um dos eleitos assumisse alguma secretaria de Estado, a vaga na Câmara seria cedida ao primeiro suplente. “O governador vai precisar de governabilidade, e o Podemos, que fez deputados, terá seu peso no governo. Se alguém assume qualquer secretaria, o primeiro suplente pode assumir. Seria muito bom para o Araguaia ter, pela primeira vez, um deputado federal”, projetou o candidato.
Divisão de forças e críticas à fragmentação
Apesar da votação histórica, Gorgen não poupou críticas à fragmentação política que impediu a eleição direta de um representante local. Ele lamentou que muitos prefeitos da região não tenham apoiado sua candidatura, preferindo direcionar votos a deputados de fora que detêm o controle de emendas e recursos. “[...]enquanto as pessoas forem de fora para cuidar do Araguaia, o Araguaia sempre ficará em segundo ou terceiro plano. Primeiro eles cuidam da base deles, quando sobra tempo e dinheiro, olham para nós”, declarou.
Gorgen também apontou o lançamento de candidaturas concorrentes dentro do próprio Vale do Araguaia como um fator decisivo para a perda da vaga direta. Mencionando os mais de 30 mil votos recebidos por Juliana Kolankiewicz (Republicanos), ele avaliou que essa divisão prejudicou a representatividade da região. “Tirou a oportunidade do Araguaia ter um (deputado) federal. Isso é notório. Com 6 mil votos a mais, eu já seria o primeiro do Podemos. Água Boa carrega esse peso de ser culpada por não termos um deputado federal eleito hoje”, afirmou, referindo-se à base eleitoral de Kolankiewicz.
Desafios regionais e o futuro
Ao percorrer a região durante 177 dias de campanha, Gorgen destacou que as carências infraestruturais do Vale do Araguaia são mais profundas do que imaginava. Ele citou gargalos crônicos como o descaso com as rodovias BR-158, MT-242 e MT-080, além de problemas básicos enfrentados por municípios vizinhos, como a falta de água em Santa Cruz e Vila Rica, a deficiência energética em Gaúcha do Norte e a urgência por leitos de alta complexidade em Barra do Garças e Confresa.
“As demandas são maiores do que eu pensava. O Araguaia precisa muito dessa força política para captar recursos federais. O saneamento de Querência, por exemplo, é uma obra de mais de 400 milhões, município nenhum dá conta sem o Governo Federal”, enfatizou.
Sobre seu futuro político e uma eventual candidatura a um cargo municipal em 2028, Gorgen foi taxativo. “Não foi com esse objetivo que fui candidato. Minha intenção não foi promover meu nome para ser prefeito, mas sim ajudar o Vale do Araguaia como deputado federal. Sinto o dever cumprido por ter dado aos eleitores a oportunidade de ter um nome experiente para representá-los”, concluiu, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento logístico e industrial da região, que já começa a atrair grandes empresas, como a usina de etanol FS Bioenergia.
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