Quinze vereadores foram alvos, nesta terça-feira (20), de uma operação que investiga supostas compras de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O g1 tenta localizar a defesa dos investigados.

Dentre os alvos, treze são de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Além dos parlamentares, a operação também tem como alvos uma diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo. Veja os nomes abaixo:
  • Raul Curvo (Republicanos)
  • Cilço da Cruz (PV)
  • Braz Jaciro (PSDB)
  • Alecsand Moreira (MDB)
  • Wender Silva (Republicanos)
  • Denival Galibert (PSB)
  • Miguel Angel (Cidadania)
  • Lucélia Oliveira (AGIR)
  • Kleberton Feitoza (PSB)
  • Emerson César (PP)
  • Wanderley Cerqueira (MDB)
  • Gisa Barros (Podemos)
  • Rogerinho Dakar (PSDB)
  • Ilde Taques (Podemos) - vereador de Cuiabá
  • Alex Rodrigues (PV) - vereador de Cuiabá
  • Lorineide Aparecida Trindade - diretora financeira
  • Samir Katumata - secretário legislativo

O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal de Várzea Grande, que informou que está apurando o ocorrido antes de se manifestar.

Já a Câmara Municipal de Cuiabá informou em nota que acompanha os desdobramentos da operação e ressaltou que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo.

Ao todo, são cumpridas 30 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão. Não há mandados de prisão.

O que disseram os alvos?

Em nota, o vereador Ilde Taques informou que recebeu com tranquilidade o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Ele negou ter relação com articulações políticas, muito menos ilegais, envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Em entrevista à TV Centro América, Wanderley Cerqueira disse desconhecer os motivos da operação e considerou a ação "estranha" e afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas pela Justiça.

Rogerinho Dakar afirmou que não participou da votação da Mesa Diretora porque, na época, atuava como diretor do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Ele disse ter disponibilizado aos investigadores documentos sobre sua atuação no órgão, defendeu a transparência da gestão e afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos.

Raul Curvo disse ter sido surpreendido pela operação e afirmou que não teve acesso à decisão judicial. Segundo ele, o celular foi entregue aos policiais. O vereador também negou ter sofrido ameaças relacionadas à eleição da Mesa Diretora e defendeu a liberdade de voto.

Miguel Junior afirmou estar tranquilo e defendeu a investigação pelas autoridades. Segundo ele, a operação estaria relacionada a uma confraternização realizada antes da eleição, na chácara do pai dele. O vereador negou ter cometido irregularidades.

Os parlamentares Denival Galibert e Cilço da Cruz informaram á TV Centro América que não pretendem se manifestar.
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